A Microsoft intensifica a pressão sobre a OpenAI, sua principal apoiadora, ao lançar modelos internos e cancelar licenças de ferramentas da concorrente. A movimentação ocorre em um momento de dúvidas sobre o retorno do investimento em IA corporativa, segundo a imprensa.
A pressão se manifesta com o lançamento, em 2 de junho, de dois modelos internos da Microsoft, MAI-Code-1-Flash e MAI-Thinking-1. Esses modelos visam reduzir a dependência da OpenAI e diminuir custos. Paralelamente, a empresa cancelou licenças internas do Claude Code em sua divisão Experiences and Devices, realocando essas tarefas para o GitHub Copilot CLI, citando custos de faturamento baseados em tokens.
O cenário de cautela foi reforçado em 25 de maio, quando um diretor de operações da Uber questionou publicamente o retorno do gasto corporativo em inteligência artificial. A Microsoft mantém uma participação de 135 bilhões de dólares na OpenAI, mas sua posição estratégica é fortalecida por direitos de propriedade intelectual que se estendem até 2032, incluindo modelos pós-AGI.
A confiança da Microsoft no setor é sustentada por resultados financeiros robustos. A receita do terceiro trimestre do ano fiscal de 2026 atingiu 82,89 bilhões de dólares, com o Azure crescendo 40%. O executivo Satya Nadella afirmou que a Microsoft já construiu um negócio de IA maior que algumas de suas franquias mais importantes.


