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Economia

Ministro afirma que setor de transportes se adapta ao fim da escala 6×1

Carla Fernandes
Última atualização: 24 de junho de 2026 02:06
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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O ministro dos Transportes, George Santoro, declarou que o setor de transportes se adaptará às mudanças decorrentes do eventual fim da escala de trabalho 6×1, que está em análise no Congresso Nacional. A PEC, que propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, já passou pela Câmara e segue no Senado.

Santoro explicou que o segmento possui regras específicas para certas categorias, como os caminhoneiros registrados na CLT, o que permite negociar alterações na jornada de forma separada. O ministro afirmou que haverá uma conciliação entre as regras gerais constitucionais e as normas específicas de cada segmento para ajustar eventuais problemas.

Em contraste, o ministro estima que embarcadores, operadores logísticos e profissionais de carregamento serão impactados pelas novas diretrizes. Ele defendeu o período de transição de 14 meses proposto pelo Congresso, dizendo que a economia se ajustará ao longo do tempo.

As declarações divergem da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). A entidade se posiciona contra a mudança e projeta um custo de até R$ 28 bilhões com a reforma. A CNT defende a negociação coletiva e alerta que os custos podem ser repassados aos produtos, afetando a inflação e o poder de compra da população.

TAGGED:CaminhoneirosEconomiajornada de trabalholegislaçãoreforma-trabalhistaTransportes
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