Ministros da Fazenda e das Relações Institucionais procuraram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para negociar e evitar a aprovação de uma série de pautas fiscais. O governo estima que o custo total dessas iniciativas é de aproximadamente R$ 270 bilhões.
Entre as propostas de preocupação do Executivo, há um projeto de lei que trata da renegociação de dívidas de produtores rurais. A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o texto no final de maio, ignorando sugestões do Ministério da Fazenda para limitar o alcance. Este projeto prevê um custo de R$ 120 bilhões nos próximos dez anos.
Outras medidas em análise incluem uma PEC que regulamenta aposentadoria integral para agentes de saúde, com impacto fiscal de cerca de R$ 100 bilhões, e um projeto que define piso salarial para médicos e cirurgiões, avaliado em R$ 47 bilhões. Há também uma PEC que aumenta a participação da União no Fundo de Participação dos Municípios, com impacto de R$ 10 bilhões.
Além das questões fiscais, o governo negocia com Alcolumbre sobre a PEC que extingue a escala de trabalho 6×1. A proposta foi aprovada pela Câmara no fim de maio e aguarda definição de tramitação pela CCJ do Senado.

