Cerca de 130 agentes brasileiros atuam na Venezuela desde sexta-feira (26) em operação de resgate após dois terremotos de magnitudes 7,5 e 7,2. A missão concentra esforços na busca por sobreviventes sob escombros, com a prioridade de encontrar pessoas com vida.
O chefe da missão brasileira, Armin Braun, afirmou que, embora as primeiras 72 horas sejam cruciais, é possível resgatar vítimas dias após o desastre, dependendo de condições como acesso à água e espaço de sobrevivência. As equipes utilizam bombeiros, cães farejadores e especialistas da Anatel para localizar celulares de possíveis sobreviventes.
Além das buscas, o Brasil instalou um hospital de campanha para atender vítimas, visto o colapso de unidades de saúde na região. A operação é coordenada com o governo venezuelano, a Embaixada do Brasil e o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
O balanço mais recente do governo venezuelano, divulgado no dia 27, registra 1.430 mortos e mais de 3.000 feridos. Organismos internacionais, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM), estimam que 6,8 milhões de pessoas foram afetadas pelo evento.
Braun avaliou que a recuperação será longa. Ele disse que serão necessários meses para restabelecer serviços essenciais e que a reconstrução da infraestrutura pode levar um ano ou mais.

