A seleção masculina dos Estados Unidos enfrenta dificuldades para vencer a Copa do Mundo devido ao modelo de formação de atletas conhecido como “pay-to-play”. Essa estrutura privada, que exige altos custos, restringe o acesso de talentos de baixa renda, enquanto a concorrência de ligas como NFL e NBA desvia atletas do futebol.
Diferente das potências europeias e sul-americanas, onde clubes profissionais subsidiam o desenvolvimento juvenil, o futebol americano opera como uma indústria voltada à classe média alta. Para que um jovem seja notado, ele precisa integrar academias que cobram taxas anuais entre 5 mil e 20 mil dólares, o que afasta populações de menor poder aquisitivo. Na maioria dos países com tradição no esporte, os craques surgem em comunidades periféricas, mas nos EUA o futebol se consolidou como um “esporte de subúrbio”.
A cultura esportiva americana também direciona os atletas para outras modalidades. O prestígio e os salários das franquias de basquete, beisebol e futebol americano absorvem jovens talentos rapidamente. Enquanto na Europa um jovem de 16 anos pode estar em elencos profissionais, nos EUA ele divide atenção entre várias modalidades no colégio.
Historicamente, o melhor desempenho da equipe ocorreu na Copa do Mundo de 1930, quando chegou à semifinal e foi classificada em terceiro lugar. Na era moderna, a marca mais expressiva foi em 2002, quando alcançou as quartas de final, eliminando o México antes de cair para a Alemanha em 1 a 0. A seleção feminina, contudo, é potência global, tendo conquistado o título em quatro edições, impulsionada pelo Título IX.

