Uma moradora de Teresópolis, no Rio de Janeiro, enfrenta dificuldades para obter a enoxaparina injetável, um medicamento de alto custo necessário para tratar a Síndrome Antifosfolípide (SAF). A condição autoimune exige uso diário da medicação para prevenir tromboses e complicações vasculares.
A SAF é uma doença autoimune que provoca a produção de anticorpos, elevando o risco de coágulos no sangue. Segundo a paciente, que já sofreu múltiplas tromboses, a medicação é vital para evitar o agravamento do quadro. Embora a Prefeitura tenha fornecido algumas doses, o tratamento não foi mantido regularmente no último mês devido à falta do fármaco.
Em pesquisa local, o custo diário do medicamento foi apurado em R$ 680,00. O secretário municipal de Saúde, Fábio Gallote, explicou que medicamentos de alto custo são enviados pelo Estado mediante cadastro, enquanto os judicializados são comprados conforme determinação judicial.
A paciente ingressou com pedido judicial via Defensoria Pública, mas aguarda decisão. A Defensoria Pública informou que, seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), o fornecimento de remédios não incorporados ao SUS exige comprovação de que não há alternativas terapêuticas na rede pública.

