O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), receberá os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro na terça-feira (30), às 13h30min. O encontro definirá se o benefício de prisão domiciliar, concedido por razões de saúde, será mantido, após surgirem indícios de falta grave.
A defesa do ex-presidente buscará reforçar argumentos para que ele permaneça em prisão domiciliar, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. O benefício, concedido por razões humanitárias devido ao estado de saúde, expirou na última sexta-feira (26).
A análise da prorrogação ocorreu após a suspeita de falta grave, gerada quando um segurança do ex-presidente foi abordado em blitz portando arma registrada em nome de Bolsonaro. A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o caso. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente à manutenção da medida até a conclusão da apuração.
A defesa sustenta que a arma está regularmente registrada e era transportada para manutenção. Os advogados também alegam que o quadro de saúde do ex-presidente não apresentou melhora, justificando a permanência do benefício, segundo a equipe médica que o acompanha.

