O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve se reunir com a defesa do ex-presidente para decidir se mantém a prisão domiciliar. A audiência está marcada para terça-feira, dia 30, após a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-líder.
A decisão de Moraes ocorreu após o ex-presidente completar 90 dias no regime domiciliar, benefício que tenderia a ser renovado automaticamente. Contudo, a apreensão da arma levou o ministro a solicitar manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e dos advogados sobre possível desrespeito a medida cautelar.
O procurador-geral, Paulo Gonet, defendeu que se deve aguardar o fim das investigações sobre o episódio da arma. A defesa, por sua vez, negou qualquer falta grave, alegando que a arma era “regularmente registrada” e mantida licitamente na residência antes da condenação.
A arma foi apreendida com um militar do Exército durante uma blitz da Polícia Militar no Distrito Federal, ocorrida no dia 15. Os advogados argumentaram que o ex-presidente nunca foi comunicado sobre cassação do registro, o que tornaria a manutenção da arma legítima.

