O Ministério Público de Goiás propôs uma ação contra o pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, por empregar excessivamente policiais militares do estado como seguranças dele e de familiares. A medida configura, segundo o órgão, ato de improbidade administrativa que gera enriquecimento ilícito e lesa o erário.
O documento analisado pelo Ministério Público aponta que o efetivo de 51 policiais gerou um gasto mensal de R$ 797,5 mil apenas com salários, sem incluir gratificações e diárias. A promotora Leila Maria de Oliveira pede o ressarcimento dos gastos ao erário e a suspensão dos agentes que ultrapassam a previsão legal.
A ação judicial também inclui a ex-primeira-dama Gracinha Caiado e o secretário-chefe da Casa Militar de Goiás, Marco Aurélio Godinho. O órgão afirma que uma portaria assinada por Godinho em abril estendeu a proteção estatal a familiares do ex-governador, o que não teria previsão legal.
O Ministério Público sustenta que a portaria “ampliou indevidamente o rol de beneficiários da proteção estatal e possibilitou o emprego de recursos públicos para finalidades estranhas ao interesse público”. A peça pede tutela de urgência para limitar a segurança a quatro agentes para o ex-governador, sem extensão aos familiares, e busca a condenação dos envolvidos por improbidade administrativa, com valor da causa fixado em R$ 1.290.856,55.

