O Ministério Público de São Paulo denunciou o líder do PCC, Marcola, e Deolane Bezerra por esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A acusação, apresentada nesta quarta-feira, dia 10, detalha a Operação Vérnix, que investiga a atuação do grupo.
A denúncia, formalizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente, inclui também Alejandro Camacho, Everton de Souza, Leonardo Camacho e Paloma Camacho, sobrinhos do chefe do PCC. Deolane foi presa em 21 de maio, e a Polícia Civil indiciou os envolvidos em 29 de maio, etapa que antecedeu a apresentação do documento pelo MP.
Segundo os investigadores, Deolane manteve vínculos pessoais e negociais com membros do PCC e com gestores fantasmas da transportadora Lopes Lemos Transportadora Ltda. As apurações indicaram que a influenciadora utilizou sua projeção pública e atividade empresarial para mascarar a origem ilícita de recursos, que incluíam movimentações financeiras expressivas e aquisição de bens de alto padrão.
A defesa de Deolane afirmou que ainda não teve acesso à acusação e que apresentará resposta após ser citada, negando qualquer participação em organização criminosa. Marcola permanece preso desde 2019 na Penitenciária Federal em Brasília, enquanto Deolane está detida na penitenciária feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.


