O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Justiça em São Paulo para obrigar o Hospital Israelita Albert Einstein a implementar políticas de cotas nos programas de residência médica. A ação civil pública exige a reserva de 30% das vagas para candidatos negros, além de percentuais para pessoas com deficiência, indígenas, quilombolas e transexuais.
O órgão federal protocolou a ação na 8ª Vara Federal Cível de São Paulo, alegando que a instituição deixou de aplicar regras do Ministério da Saúde no processo seletivo de 2026. Os procuradores do MPF afirmam que as normas federais se aplicam a hospitais privados que oferecem residência médica, especialmente aqueles que recebem benefícios públicos.
Segundo o MPF, a ausência de cotas descumpre diretrizes federais de diversidade. A procuradora da República Ana Letícia Absy declarou que o recebimento de imunidades tributárias gera obrigações de promover a igualdade de oportunidades. O órgão defende que a política de cotas amplia a representatividade na formação de médicos especialistas.
Em resposta, a equipe do Hospital Albert Einstein informou à imprensa que ainda não recebeu citação oficial sobre a demanda judicial. A instituição afirmou que sua equipe jurídica não teve acesso ao conteúdo completo do processo e que não comentará o caso antes de analisar os detalhes.


