O Ministério Público Federal no Acre (MPF-AC) deu cinco dias para que a Meta explique a derrubada em massa de perfis ligados à comunidade LGBTQIA+ no Instagram. O episódio, relatado pela organização Sleeping Giants Brasil, atingiu contas com mais de 1,7 milhão de seguidores, com mais de 100 perfis suspensos.
A representação, encaminhada à direção da Meta no Brasil, detalha que as suspensões ocorreram em período próximo ao Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, celebrado em 17 de maio, e antes da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Os perfis afetados produziam conteúdo, informação e mobilização social em defesa dos direitos da população LGBTQIA+.
O procurador da República Lucas Costa Almeida Dias afirmou que as informações requisitadas se conectam ao inquérito civil que acompanha a proteção de pessoas LGBTQIA+ contra discursos de ódio nas plataformas digitais. O MPF busca verificar se os bloqueios estão ligados à flexibilização das políticas de combate a conteúdos discriminatórios.
No ofício, o MPF solicitou que a empresa indique, para cada perfil suspenso, quais regras da plataforma foram violadas. O órgão também questionou se os bloqueios vieram de mecanismos automatizados ou de campanhas coordenadas de denúncias em massa. Além disso, foi questionado se o restabelecimento de algumas contas após contato com a imprensa nacional procede.


