O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ajuizou uma ação civil pública para forçar o fechamento de um vazadouro clandestino de lixo em Jacarepaguá. A promotoria exige que o estado e a prefeitura interrompam a atividade irregular e responsabilizem seis empresas e duas pessoas físicas pelos danos ambientais.
O terreno, situado na Estrada Arroio Pavuna, próximo ao número 326, recebe descarte irregular de toneladas de resíduos há anos, sem licença ambiental. As investigações indicam que o material provém de empresas de transporte e aluguel de caçambas, majoritariamente ligadas à construção civil. O acúmulo de lixo gerou desmatamento, contaminação do solo e a formação de bolsões de gás metano, o que representa risco de explosão.
A ação judicial solicita que as autoridades determinem a suspensão de todas as atividades poluidoras em até 30 dias. Além disso, requer a retirada total do entulho em 90 dias e a obrigação dos réus de descontaminar completamente o subsolo do terreno, mediante estudos geoambientais.
O MPRJ também aponta que a área abriga uma marmoraria sem licença e criação de animais. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informou que realizou operação no local, lavrou medidas administrativas e oficiou o município do Rio, que é responsável pela gestão dos resíduos sólidos.


