A alteração na renda modificada ajustada bruta (MAGI) de um beneficiário do Medicare pode causar um aumento abrupto nas taxas adicionais (IRMAA). A regra não é progressiva, e cruzar um limite de renda resulta no pagamento integral da taxa da próxima faixa, podendo somar mais de US$ 1.500 anuais.
O IRMAA afeta cerca de 8% dos indivíduos com Medicare Parte B. Para esses beneficiários, os limites de renda são um fator de custo significativo. Por exemplo, um beneficiário solteiro com MAGI de US$ 136.999 paga a taxa de primeira faixa da Parte B. Ao aumentar a renda em apenas um dólar, a taxa salta para a segunda faixa, elevando o custo em cerca de US$ 1.460 anuais apenas na Parte B.
O custo total do salto de faixa, somando a Parte B e a Parte D, pode ultrapassar US$ 1.500 por pessoa anualmente. A renda MAGI considerada para o cálculo inclui juros isentos de impostos, como os de títulos municipais. Além disso, o resultado é travado por um período de dois anos, usando a MAGI do ano anterior.
Existem armadilhas no sistema. A mudança de status de casado para solteiro após o falecimento de um cônjuge pode fazer com que a renda familiar caia para uma faixa individual mais alta, acionando o IRMAA. A agência CMS publicou os valores mensais da Parte B para 2026, baseados na MAGI de 2024, definindo os limites de cobrança.

