O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, suspendeu planos de ataque ao Hezbollah na capital libanesa após intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A decisão ocorre sob forte pressão interna para intensificar o conflito, enquanto as diretrizes americanas restringem a ofensiva em Beirute.
Netanyahu havia anunciado planos para atacar o grupo armado na capital libanesa, motivado pela pressão interna. Horas depois, a operação foi suspensa após a intervenção de Donald Trump. O primeiro-ministro declarou que não aceitaria um cenário onde o Hezbollah atacasse cidades israelenses e seu quartel-general em Dahiyeh permanecesse fora de alcance.
Os militares israelenses emitiram alerta de evacuação para Dahiyeh, um reduto do Hezbollah no sul de Beirute. Desde que o cessar-fogo com o Irã entrou em vigor em abril, os Estados Unidos impediram Israel de atacar Beirute. Em vez disso, Israel realizou ataques no sul do Líbano e no Vale do Bekaa.
Trump deixou instruções claras a Netanyahu, afirmando que “Não haverá tropas indo para Beirute, e quaisquer tropas que estivessem a caminho já foram impedidas de entrar”. A suspensão coloca Netanyahu em um dilema político, pois grande parte da população israelense exige uma escalada no Líbano, mas o presidente americano não a permite.

