O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, pediu aos Estados Unidos que reavaliem sua política migratória em função da Copa do Mundo de 2026. A solicitação foi feita em Genebra após o impedimento da entrada de um árbitro credenciado e outros episódios envolvendo delegações estrangeiras.
O incidente ocorreu após a negação de entrada a um árbitro somali, de 34 anos, em Miami, no dia 7 de junho. O profissional, credenciado para o torneio, viajava para se reunir ao grupo de árbitros. O governo norte-americano justificou a recusa com base em alegações de segurança nacional.
Türk manifestou preocupação com a aplicação das políticas migratórias americanas. Ele declarou: “Espero sinceramente que haja uma reflexão profunda sobre a maneira como a aplicação das políticas migratórias afeta os direitos humanos e a dignidade humana e que, especialmente no contexto da Copa do Mundo, sejam repensadas políticas que, infelizmente, parecem prevalecer atualmente, particularmente nos Estados Unidos”.
As restrições fazem parte do endurecimento das políticas migratórias promovidas pelo presidente Donald Trump desde janeiro de 2025. Essas medidas reforçaram os critérios de admissibilidade para viajantes estrangeiros, com foco em potenciais ameaças à segurança nacional. A seleção iraniana está entre os grupos afetados, e sua federação acusou os EUA de reduzir a disponibilidade de ingressos para torcedores.

