A operação da Polícia Federal (PF) contra um líder do governo no Senado, do PT-BA, alterou a estratégia de comunicação de um senador. Após lidar com desgaste político ligado à busca de recursos com Daniel Vorcaro, o político passou a atacar publicamente o caso Master, associando o escândalo ao PT.
A preocupação do entorno do senador, pré-candidato à Presidência, era o uso do episódio em debates e entrevistas, o que forçaria gastos na defesa. Contudo, a ação da PF contra o líder do PT no Senado permitiu que o senador mudasse o foco da crise. Em publicação nas redes sociais no mesmo dia da operação, ele defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master.
O senador afirmou que o escândalo envolvendo o PT é comparável à incompetência do governo Lula. Ele declarou: “Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder. CPMI do Banco Master já!”. Apesar da insistência, interlocutores indicam que a instalação de uma comissão não deve ocorrer em breve, dependendo da vontade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A defesa do senador mantém que sua relação com Daniel Vorcaro se limitou à busca de financiamento privado para a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o tema se tornou um passivo na pré-campanha. Em evento em São Paulo, o senador tentou associar o caso ao PT, citando a operação da PF contra o líder do governo do PT no Senado Federal.

