O pai do menino, engenheiro Leniel Borel, reagiu com revolta à decisão judicial que concedeu perdão judicial à mãe da criança. O ato, ocorrido após o julgamento no Rio de Janeiro, foi criticado pelo pai como a “terceira morte” do menino, e ele prometeu recorrer da sentença.
O julgamento, considerado o mais longo da história do Estado, foi concluído na madrugada desta quinta-feira, 4, no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. O padrasto do menino, ex-vereador, foi condenado a mais de 43 anos de prisão pela morte. No caso da mãe, o Conselho de Sentença desclassificou a acusação principal de homicídio doloso para homicídio culposo, e a juíza concedeu o perdão judicial, extinguindo a punição.
Leniel Borel afirmou em vídeos postados em sua página no Instagram que a decisão abre precedente para outras mães. Ele declarou: “Agora venho para vocês falar que mataram o meu filho pela terceira vez. O que foi falado ali agora é que a misoginia matou o Henry. O Henry, ele representa essas milhares de crianças que são vítimas todo dia”.
O escritório de advocacia do assistente de acusação informou que pedirá a anulação do julgamento, alegando erro na apresentação dos quesitos aos jurados. A investigação policial havia concluído que a morte do menino, ocorrida em 8 de março de 2021, foi resultado das agressões do padrasto e da omissão da mãe.


