O pai da vítima, Leniel Borel, criticou o perdão judicial concedido a Monique Medeiros após o julgamento ocorrido na madrugada desta quinta-feira, 4. O conselho de sentença considerou a ré culpada por homicídio culposo por omissão, mas a juíza Elizabeth Machado Louro extinguiu a pena.
Leniel Borel declarou na saída do tribunal: “Mataram o meu filho pela terceira vez”. Ele rebateu a justificativa da magistrada, que mencionou aspectos de violência de gênero, afirmando que a tese de misoginia é um absurdo. O pai disse que Monique tinha o dever de garantir a proteção do filho, pois ela estava no apartamento com Jairo Souza Santos Júnior.
A magistrada justificou o benefício, alegando que o sistema de Justiça trata mães de forma desigual em casos de agressão familiar. Apesar da decisão, Leniel Borel deve recorrer da sentença para tentar reverter o perdão judicial. O desfecho foi diferente para Jairo Souza Santos Júnior, que foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão em regime fechado.
O assassinato da criança ocorreu em março de 2021, quando a vítima tinha 4 anos. Laudos do Instituto Médico-Legal desmentiram a versão de queda da cama, apontando que o fígado da criança se rompeu devido a hemorragia interna provocada por fortes agressões físicas.


