Os países da União Europeia que não fazem parte da zona do euro tiveram pouco ou nenhum progresso em termos de convergência nos últimos anos, segundo relatório do Banco Central Europeu (BCE) divulgado nesta quarta-feira (24). A Hungria, que mais ativamente discute a adesão, não cumpre nenhum dos critérios.
Todos os membros da UE, com exceção da Dinamarca, têm a obrigação legal de adotar a moeda comum, mas o descumprimento não é penalizado. Por isso, apenas alguns trabalham ativamente para aderir, enquanto a maioria prefere manter a margem de manobra de uma política monetária independente.
O BCE afirmou que as finanças públicas se deterioraram na maioria dos países desde o relatório de 2024, com índices de dívida em relação ao PIB aumentando significativamente. A Bulgária aderiu ao bloco monetário no início do ano, mas os cinco países potenciais — República Tcheca, Hungria, Polônia, Romênia e Suécia — parecem estar a muitos anos da adesão.
A Hungria, que prometeu cumprir os critérios de Maastricht até 2030, apresenta os níveis mais elevados de dívida e taxa de juros entre os cinco, além de déficit orçamentário, inflação e volatilidade cambial fora dos valores de referência. O BCE também apontou que a lei do banco central húngaro não está em conformidade e que é necessário melhorar o Estado de Direito e combater a corrupção.

