O Papa Leão XIV denunciou a indiferença diante da crise migratória nas Ilhas Canárias, Espanha, ao lançar um buquê de flores ao mar em Arguineguín. O evento, realizado nesta quinta-feira, homenageou milhares de migrantes que morreram ou desapareceram na rota atlântica.
Em seu discurso no porto, o Papa Leão XIV afirmou que existem “monstros” nos mares, como máfias e traficantes, além da indiferença de muitos. O líder religioso, de 70 anos, declarou que a Europa não pode proclamar a dignidade humana enquanto o Atlântico e o Mediterrâneo são “cemitérios sem lápides”.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), quase **1.200 migrantes** morreram ou desapareceram na rota para as Canárias no ano anterior. O Pontífice pediu que os países de origem criem condições de paz e justiça, e que os países de trânsito protejam os vulneráveis das redes criminosas.
O porto de Arguineguín, historicamente chamado de “porto da vergonha”, foi rebatizado de **”doca da esperança”** durante a visita. O Papa Leão XIV, acompanhado do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, recebeu cerca de 1.800 convidados, incluindo socorristas e imigrantes.


