A 4ª Parada LGBTQIA+, realizada na Lapa, Rio de Janeiro, neste domingo (28), mobilizou a comunidade para defender direitos e exigir maior presença de representantes LGBT no Congresso Nacional. O ato, que marcou o Dia Internacional do Orgulho, também cobrou empregabilidade trans e políticas públicas humanizadas.
O manifesto lançado durante a manifestação visa ampliar a representação da população LGBT no Congresso Nacional. Além disso, o documento reivindica acesso universal a direitos básicos, saúde e educação de qualidade, e políticas públicas que atendam às demandas da comunidade. Indianarae Siqueira, fundadora da Casa Nem, afirmou que os eleitores devem votar para defender a democracia e os direitos sociais, e não parlamentares considerados “inimigos do povo e amigos de banqueiros”.
Marcio Villard, coordenador do Grupo Pela Vidda do Rio de Janeiro, declarou que a comunidade ainda enfrenta dificuldades devido à ausência de leis aprovadas pelo Legislativo. Ele explicou que muitas garantias atuais provêm de decisões do Supremo Tribunal Federal, mas faltam normas como as existentes na Argentina e na Colômbia. Villard também mencionou o aumento de assassinatos e retrocessos, como a proibição de terapia hormonal antes dos 21 anos.
A manifestação foi organizada por diversos coletivos, incluindo Casa Nem e Grupo Transrevolução. A programação incluiu festival de pipas, testagens rápidas de HIV e uma feira com 30 empreendedores LGBTQIA+.

