A Patrulha Maria da Penha, do 25º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I), atende vítimas de violência doméstica no interior de São Paulo. A equipe acompanha 227 mulheres em 22 municípios da Nova Alta Paulista, região de Dracena, fiscalizando medidas protetivas.
O trabalho da Patrulha Maria da Penha ocorre em duas frentes: atendimento emergencial acionado pelo telefone 190 e acompanhamento preventivo após a expedição de medidas judiciais. Segundo o capitão José Aparecido Cavalari Júnior, a corporação recebe as medidas protetivas em parceria com o Poder Judiciário para iniciar contatos periódicos com as vítimas.
Dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) indicam alta nos casos de descumprimento. Entre janeiro e abril deste ano, foram registrados 189 casos na região de Presidente Prudente, representando um aumento de 16,6% comparado ao mesmo período de 2025.
Além da atuação policial, a legislação sofreu mudanças significativas. Foi incluída a violência vicária, e o crime de vicaricídio, quando o agressor mata um familiar da vítima para causar sofrimento, é classificado como crime hediondo, com pena de 20 a 40 anos. Outra alteração determina o uso de tornozeleira eletrônica por agressores em situações de risco, mediante decisão judicial.

