A molinésia-amazona, uma espécie de peixe, desafia a biologia ao sobreviver há cerca de 100 mil anos sem machos. O organismo transmite apenas o DNA das fêmeas aos filhotes, um processo conhecido como ginogênese.
Diferente do padrão animal, onde indivíduos herdam características de ambos os genitores, a molinésia-amazona utiliza parceiros de outras espécies apenas para iniciar o ciclo reprodutivo. Após o acasalamento, a fêmea rejeita a genética do esperma, mantendo apenas seu próprio DNA nas ovas.
A teoria mais aceita aponta que a espécie surgiu há 100 mil anos do cruzamento entre uma fêmea molinésia-do-atlântico e um macho de molinésia-latipina. O fenômeno da conversão genética permitiu que o resultado desse encontro se desenvolvesse de forma única, sem a necessidade de machos.
Os cardumes deste peixe de água doce vivem nos rios do sul do Texas e do México. O exemplar adulto atinge cerca de 7 cm de tamanho, e sua existência representa um desafio biológico notável.


