O Peru realizará o segundo turno presidencial neste domingo (7/6) entre Keiko Fujimori, candidata de direita, e Roberto Sánchez, candidato de esquerda. A disputa ocorre em um clima de incerteza política, após um primeiro turno marcado por forte polarização e longa contagem de votos.
Keiko Fujimori, herdeira do movimento fujimorista, obteve 17,92% dos votos no primeiro turno, enquanto Roberto Sánchez alcançou 12,03%. O cientista político Alonso Cárdenas, professor da Universidade Antonio Ruiz de Montoya, afirmou que o não reconhecimento de resultados eleitorais contribuiu para a instabilidade política peruana nos últimos dez anos.
Um fator decisivo será o voto indeciso, que representa cerca de 25% do eleitorado, segundo pesquisa do instituto IEP. Cárdenas comentou que a mobilização nas redes sociais tem reacendido debates sobre corrupção e autoritarismo ligados ao fujimorismo. Além disso, a mobilização eleitoral entre áreas urbanas e rurais pode definir o resultado apertado.
Keiko Fujimori, que busca a quarta candidatura, utiliza o slogan “volta à ordem”, associando-se ao legado de seu pai, Alberto Fujimori. Sánchez, por sua vez, capitaliza sua ligação com a gestão de Pedro Castillo, conquistando apoio em regiões rurais e no sul do país, apesar da condenação do ex-presidente.


