O cupim casqueirado, prato típico de Araçatuba, em São Paulo, foi criado em 1989 e reconhecido como patrimônio imaterial gastronômico do município desde 2010. A iguaria, que nasceu como solução para movimentar um bar, conquistou o paladar local e ganhou projeção nacional e internacional.
A origem do prato remonta à intenção de atrair estudantes para um estabelecimento comercial. O mentor do prato, Sérgio Montoro, utilizou cupim, carne que era considerada desvalorizada, para iniciar o processo de casqueiramento. Em 2010, a Prefeitura de Araçatuba formalizou o reconhecimento do prato através da Lei Municipal de n° 7324, estabelecendo normas para sua comercialização.
O preparo exige seleção cuidadosa da carne, que é cortada em pedaços de até 7 kg e temperada com sal fino. A peça é assada em espetos giratórios a fogo médio-alto por aproximadamente uma hora e meia para formar a casca. Após o cozimento, o casqueiramento é realizado, cortando-se fatias finas da crosta antes que o cupim retorne à churrasqueira para uma nova camada.
O prato já teve destaque em veículos de comunicação, como em um programa de culinária famoso do Brasil em 2010. Além disso, o cupim foi apresentado em 2019 no Congresso Internacional do Observatório da Alimentação (Odela), realizado em Barcelona e Catalunha, para pesquisadores globais.


