As intenções de voto entre Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro apresentaram oscilações no primeiro semestre de 2026. Especialistas apontam que o crescimento do senador foi impulsionado pela adesão bolsonarista e pelo momento de avaliação do governo petista.
Os primeiros meses de 2026 registraram um crescimento nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro, que estagnou ao alcançar vantagem estreita contra Lula. Analistas indicaram que o avanço do senador ocorreu em um momento de avaliação negativa da gestão federal. Antes do escândalo conhecido como “Dark Horse”, o presidente petista já mostrava sinais de melhora, impulsionado por medidas do governo.
Os dados das pesquisas mostram a disputa acirrada. Em janeiro, a Genial/Quaest projetou vitória de Lula em segundo turno por 45% a 38%. Contudo, em março, os dois candidatos empataram em 41% de intenções de voto. Em maio, após a divulgação de um áudio envolvendo o senador, Flávio Bolsonaro registrou uma queda de seis pontos percentuais na sondagem de segundo turno, segundo a AtlasIntel.
Cientistas políticos comentaram que o campo de batalha mais decisivo é o dos eleitores independentes. Eles afirmaram que não houve cristalização de vantagem para nenhum lado. O desempenho do governo federal também foi afetado por investigações sobre o Banco Master, embora não estivesse diretamente implicado no caso.

