A Polícia Federal investiga a atuação do senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, que teria usado o mandato para beneficiar o Banco Master em pelo menos três frentes. As buscas realizadas nesta quinta-feira (18) apontam que as ações eram estratégicas para fraudes ligadas a Daniel Vorcaro.
A investigação da PF detalha que o senador atuou em propostas para ampliar o crédito consignado, aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e acompanhar a tentativa de venda do Banco Master ao BRB. Segundo a PF, essas medidas eram estratégicas para os esquemas de fraude comandados por Daniel Vorcaro.
A primeira frente de atuação envolveu a ampliação da margem de empréstimos consignados para trabalhadores da iniciativa privada, aposentados e pensionistas do INSS. Essa articulação resultou na apresentação de uma emenda incorporada à legislação. A PF liga essa pauta aos negócios do ex-sócio de Vorcaro, Augusto Ferreira Lima, que implementou um sistema de crédito consignado para servidores públicos no Banco Master.
A segunda frente tratou de mudanças nas regras do FGC, cujo aumento de cobertura era de interesse do Banco Master para captar recursos. Na terceira frente, o senador acompanhou a tentativa de venda do Banco Master ao BRB, operação que foi rejeitada pelo Banco Central. Além disso, diálogos indicam que o ex-sócio Augusto Lima emprestou avião e bancou camarote nos EUA para o senador, somando-se a pagamentos de propina, como a compra de um apartamento de luxo de R$ 2,5 milhões e repasses de R$ 3,5 milhões.

