A Polícia Federal investiga repasses de R$ 3,5 milhões à BN Financeira, empresa ligada a familiares de um senador. A operação, denominada Compliance Zero, cumpre 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, São Paulo e Distrito Federal, por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Os pagamentos teriam sido realizados pela PKL One, companhia vinculada ao ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima. Os investigadores apuram se a empresa foi utilizada para receber vantagens indevidas da instituição controlada por Daniel Vorcaro. Segundo a investigação, um enteado do senador, ligado à BN Financeira, cobrou os valores de Augusto Lima, mencionando boletos e notas fiscais em mensagens analisadas pela PF.
Os documentos analisados indicam que Augusto Lima atribuiu dificuldades nos pagamentos ao fracasso da venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). A PF apura se a operação entre a BN Financeira e a PKL One teve origem em serviços prestados ou se serviu para dar aparência de legalidade a repasses irregulares. A empresa ligada ao enteado é descrita como de capital social reduzido e com aparente baixa capacidade operacional.
A defesa de Augusto Lima afirmou em nota que o cliente “sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”. A Polícia Federal apura se os repasses estão ligados a interesses da instituição controlada por Vorcaro.

