A Polícia Federal concluiu as operações Rejeito e Parcours e indiciou mais de 40 pessoas por suspeita de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais. Entre os indiciados estão o presidente da ANM e o diretor da agência, que teriam favorecido grupos empresariais.
As investigações apontam a existência de um esquema de favorecimento a grupos empresariais dentro da agência reguladora. A operação Rejeito resultou em 34 indiciamentos, enquanto a Parcours apurou irregularidades na exploração da Mina Granja Corumi, na Serra do Curral, em Belo Horizonte, com 16 indiciados.
O presidente da ANM foi indiciado por favorecer um empresário que continuou a explorar a área após a saída de outro. Conversas encontradas em celulares revelam uma relação considerada incompatível com a impessoalidade esperada entre o dirigente e o empresário do setor regulado.
O diretor da ANM foi indiciado por atuar em favor de empresas ligadas a um empresário apontado como líder do esquema. A PF afirma que o diretor influenciou atos administrativos para beneficiar interesses econômicos do grupo. Um dos empresários indiciados participou da exploração da mina entre 2014 e 2018, sendo acusado de crimes ambientais e lavagem de dinheiro.

