A Polícia Federal (PF) investiga a atuação de um senador em relação à chamada “emenda Master”, que foi rejeitada no Senado. A proposta buscava ampliar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante, beneficiando o Banco Master.
A operação da PF, realizada na manhã de quinta-feira (18), teve como alvo mandados de busca e apreensão que apontaram que o político trabalhou em prol da emenda. Segundo a PF, o texto não surgiu de iniciativa parlamentar, mas foi elaborado dentro do próprio Banco Master e encaminhado ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), que apresentou a proposta ao Congresso.
A emenda ganhou o apelido de “Emenda Master” porque seu principal efeito seria fortalecer o modelo de negócios do banco, permitindo que investidores aplicassem valores maiores com cobertura garantida em caso de quebra. A apuração busca esclarecer se o senador utilizou sua influência política para favorecer a tramitação da medida ou se houve concessão de vantagens indevidas, o que ele nega.
A PF apura a atuação do senador em diferentes frentes de interesse do Banco Master, incluindo ampliação do crédito consignado. Os investigadores consideram que a relevância da proposta reside na suspeita de que um texto com potencial impacto bilionário no sistema financeiro foi concebido para atender interesses privados específicos.

