A Polícia Federal investiga uma organização criminosa que operava como empresa de tráfico de drogas, utilizando estrutura logística complexa para transportar cocaína entre estados brasileiros. O grupo, liderado por um indivíduo, movimentava recursos ilícitos e utilizava veículos registrados em nome de terceiros para ocultar o patrimônio.
A investigação aponta que a organização criminosa contava com frota de caminhões e semirreboques registrados em nome de terceiros, além de transportadoras que davam aparência de legalidade às operações. A PF identificou que as empresas de fachada apresentavam indícios de funcionamento irregular e movimentações financeiras incompatíveis com a atividade declarada.
Os agentes apreenderam mais de 2 toneladas de cocaína durante o período investigado. Os entorpecentes eram escondidos em compartimentos falsos das cabines dos caminhões. A droga entrava no país pelo Mato Grosso do Sul e seguia para Uberlândia, que funcionava como centro operacional para distribuição no Triângulo Mineiro.
A Polícia Federal apura movimentações financeiras de cerca de R$ 70 milhões sem origem compatível nos últimos cinco anos. Além da droga, foram apreendidos bens de alto valor, como veículos importados e propriedades rurais. O delegado responsável informou que os investigados mantinham um padrão de vida incompatível com a renda declarada.


