A Polícia Federal (PF) investiga a rede de influência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e do liquidado Banco Master. Relatórios oficiais encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF) evidenciam articulação política para favorecer a instituição e vigiar órgãos de controle.
As investigações da Operação Compliance Zero mostram que o empresário possuía penetração nos Três Poderes. No âmbito político, Vorcaro fortalecia sua articulação com parlamentares, oferecendo vantagens como jantares de alto custo e custeio de viagens internacionais de lazer. As apurações também apontam a relação com o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que teria induzido a aplicação de R$ 970 milhões do fundo Rio Previdência em investimentos do Banco Master.
O caso ganhou nova dimensão após o operador violento do empresário tirar a própria vida na carceragem da PF. A irmã do operador confrontou a família Vorcaro, alegando que eles viviam bem enquanto não enviaram auxílio no velório. Em mensagens interceptadas, ela ameaçou revelar arquivos à imprensa, afirmando: “Eu tenho material pra acabar com a família inteira”.
Diante do risco de revelação, a PF designou um indivíduo para negociar financeiramente e comprar o silêncio da familiar, utilizando uma empresa de fachada do ramo imobiliário. O STF também registrou traços de obstrução de Justiça, mantendo presos preventivamente o pai e o primo de Vorcaro em julgamento sobre a Operação Compliance Zero.

