A Polícia Federal investiga se um senador atuou no Senado em favor dos interesses do Banco Master e seu ex-sócio, um empresário. A operação, a nona fase da Compliance Zero, cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, São Paulo e Distrito Federal, conforme ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
A investigação apura a atuação do senador em pautas relativas a crédito consignado e a uma emenda para aumentar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo a investigação, a atuação do parlamentar ocorreu em data próxima a relações contratuais entre o Master e uma empresa ligada à família do senador.
A decisão do ministro Mendonça citou uma mensagem de Augusto Lima, ex-sócio do Master, na qual ele afirmou: “você mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso!!” ao explicar ao senador os termos da venda do Master ao Banco de Brasília. A autoridade considerou que a frase indica que o senador não foi um receptor passivo de informações, mas um interlocutor relevante.
A defesa de Augusto Lima declarou em nota que o cliente “sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”. A operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master, teve fases anteriores que envolveram prisões e bloqueios de valores superiores a R$ 5,7 bilhões.

