A Polícia Federal investiga o senador por suposta atuação em favor do Banco Master no Congresso. O parlamentar foi alvo de buscas por ter recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões em Salvador, além de outras regalias, segundo a PF.
Os investigadores apontam que a ligação do senador com a instituição financeira ocorria por meio do empresário Augusto Lima, ex-sócio do banco e também investigado pela corporação. Além do imóvel, a PF apurou que uma empresa ligada ao núcleo familiar do senador recebeu transferência de R$ 3 milhões de uma financeira vinculada a Lima.
Segundo o relatório da PF, o senador foi autor de uma emenda em março de 2022 que visava beneficiar o Banco Master ao alterar o teto de juros de empréstimos consignados. A investigação também aponta que o parlamentar teria feito lobby para a aprovação de outras emendas que interessavam ao banco.
Durante a operação, a PF apreendeu US$ 49 mil (R$ 253 mil na cotação atual) em espécie no hotel onde o senador costuma se hospedar em Brasília. O parlamentar negou ter recebido dinheiro ou atuado pelo Master no Legislativo, mas admitiu as tratativas sobre o imóvel.

