A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero na última quinta-feira (19) e investiga o senador Jaques Wagner (PT-BA) por possível recebimento de vantagens econômicas. A corporação apura vínculos entre o entorno familiar do parlamentar e empresas ligadas ao Banco Master.
A investigação da PF aponta elementos que indicam o recebimento de vantagens indevidas pelo senador, direta ou indiretamente, por meio de familiares e estruturas societárias conectadas ao Banco Master. Nesta fase, foram apreendidos cerca de 55 mil dólares (R$ 284,1 mil) e 33 mil euros (R$ 196,3 mil) em endereços do parlamentar, em Brasília e Salvador.
Segundo a PF, o senador mantinha contato com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master, que era responsável pelas operações financeiras e envio de benefícios. Entre os apontamentos, há o suposto pagamento de um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões em Salvador, adquirido pela Epítome S.A., empresa apontada como laranja para a negociação.
A operação também busca entender a ligação entre os interesses do Banco Master e a atuação legislativa do senador. A corporação destaca que Wagner atuou em propostas para ampliar o crédito consignado, pauta ligada aos negócios de Augusto Lima. O senador, por sua vez, negou ter atuado em favor do Banco Master e afirmou que o dinheiro apreendido seria fruto de diárias legais.


