A Polícia Federal solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mais tempo para analisar provas no âmbito da Operação Sem Desconto. A investigação apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e envolve material ligado ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A corporação informou ao STF que a análise do material apreendido com os presos da operação será concluída em até 30 dias. Contudo, a perícia de equipamentos recolhidos de outros investigados deve levar até seis meses. A PF justificou a demora pela falta de efetivo, com apenas 11 servidores atuando na investigação, quando são necessários mais de 40.
O ministro Mendonça havia determinado que a PF concluísse a perícia em até 60 dias, cobrando agilidade. Ele também exigiu que a corporação mantivesse a equipe responsável e justificasse qualquer alteração, pois avalia que trocas retardaram o andamento do caso.
A investigação também apura se o filho do presidente seria sócio oculto de um lobista ligado ao esquema de fraudes. Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) determinou o recomeço das negociações de acordo de colaboração premiada com um empresário, por não ter participado das tratativas iniciais.

