O Piauí registrou apenas 14 doações múltiplas de órgãos entre janeiro e abril de 2026. O número está abaixo da média nacional, segundo a médica Milena Cantuária, coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos do HUT. A baixa captação é atribuída à falta de diálogo prévio e à negativa de familiares.
A doação de órgãos representa a última esperança para pacientes graves, mas a decisão depende da família. No período analisado, o estado realizou 14 doações, comparado a 54 no ano anterior. A médica Cantuária afirmou que o estado ainda apresenta um índice de rejeição elevado e que é necessário obter mais consentimentos.
Atualmente, o estado realiza captações de córneas, rins e fígado. Em casos de outras especialidades, o Piauí busca apoio de outros estados para viabilizar equipes especializadas. A decisão final sobre a doação, contudo, cabe aos responsáveis legais, mesmo havendo declaração prévia do paciente.
Para ser considerado potencial doador, o indivíduo deve ter condições de saúde específicas. Cantuária explicou que, para o coração, os pacientes não podem ter mais de 45 anos, e os órgãos devem estar funcionais e livres de doenças infectocontagiosas ou neoplásicas.


