A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) abriu uma sindicância para apurar a execução de um convênio de R$ 35 milhões com a PortosRio. A medida, que também suspendeu o pagamento do acordo, ocorreu após denúncias de que bolsas do projeto teriam sido usadas por grupos políticos do estado.
A investigação foi motivada por reportagens que apontaram irregularidades na distribuição de bolsas vinculadas ao convênio. Segundo o levantamento, mais da metade dos bolsistas analisados possuía algum vínculo com a atividade político-partidária, embora o pagamento tenha sido feito por meio de bolsas de extensão. O contrato original previa recursos para estudos técnicos, projetos de pesquisa e cursos de capacitação voltados ao setor portuário.
A UFRJ declarou que a seleção dos participantes não é atribuição da universidade. A instituição afirmou que o Termo de Bolsa de Custeio para Curso de Extensão e Capacitação Técnica nº 001-2026 estabelece que cabe exclusivamente à PortosRio definir os critérios de escolha e indicar os nomes. A responsabilidade da universidade, segundo a Reitoria, restringe-se ao acompanhamento acadêmico das atividades.
A PortosRio concordou com a instauração da sindicância e propôs a realização conjunta do procedimento. A companhia garantiu que adotou medidas de governança, incluindo a suspensão de pagamentos relacionados ao Eixo 3 e a revisão da seleção de bolsistas, visando reforçar a transparência do convênio.

