O Ministério de Minas e Energia (MME) apresentou um estudo que indica que a instalação de uma planta de processamento de terras-raras no Brasil custará US$ 1,65 bilhão. O levantamento, elaborado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), projeta custo operacional anual de US$ 525 milhões.
De acordo com o relatório, o Brasil tem potencial adicional de 38,7 mil toneladas de óxidos de terras-raras, equivalente a cerca de 10% da produção mundial prevista para 2025.
A modelagem do estudo testou a operação da planta em três cenários distintos. No cenário conservador, com preços de referência da China e tributação vigente, o retorno ao acionista seria de 11,8% ao ano, com recuperação do investimento em pouco mais de dez anos. Com incentivos públicos, o retorno aumentaria para 16,5% ao ano. Em um ambiente de preços fora da China, com garantias de preço e de demanda, o retorno saltaria para 31% ao ano.

