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Justiça

Polícia Penal do RS usa scanner corporal em servidores

Carla Fernandes
Última atualização: 19 de junho de 2026 03:00
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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A Polícia Penal do Rio Grande do Sul implementou a inspeção por scanner corporal para servidores penitenciários que ingressam nas unidades prisionais. A medida visa impedir a entrada de materiais ilícitos e aumentar a segurança dos estabelecimentos. Contudo, especialistas apontam riscos de criar um ambiente de suspeita permanente contra os agentes públicos.

O sistema prisional envolve tensões entre segurança, direitos fundamentais e disciplina. A adoção do scanner corporal, segundo a administração, busca reforçar a proteção contra armas, drogas e celulares. Contudo, críticos argumentam que tratar todos os profissionais como potenciais vetores de risco gera desconfiança institucional.

Profissionais como psicólogos, enfermeiros e policiais penais são agentes concursados, submetidos a rigorosos controles. O analista Rogério Mota, especialista em Ciências Penais, afirmou que a segurança não se constrói apenas com tecnologia. Ela depende da valorização e da confiança entre a administração e os servidores.

Mota declarou que é possível manter controles rigorosos sem desrespeitar a dignidade funcional dos trabalhadores. Ele explicou que a lógica da suspeição pode enfraquecer os agentes que atuam como barreira contra o crime organizado dentro das prisões.

TAGGED:controle-institucionaldireitos-fundamentaisRio Grande do Sulseguranca-penalServidores Públicossistema prisional
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