A pré-candidatura do deputado Hélio Lopes (PL-RJ) ao Senado por Roraima gerou atrito com o diretório estadual do partido. A movimentação, apoiada por Valdemar Costa Neto, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, espelha um impasse ocorrido em Santa Catarina no início do ano.
A decisão de lançar o parlamentar à disputa foi divulgada após vídeos de líderes do PL. Flávio Bolsonaro afirmou que Hélio Lopes é de “total confiança e fiel escudeiro” do ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também chamou a atenção para a proximidade do deputado com a família Bolsonaro. O plano de lançar Lopes à Casa já era conhecido desde março, quando o parlamentar alterou seu domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Roraima.
A mudança foi mal recebida por lideranças locais. O diretório estadual do PL informou ter sido surpreendido, alegando que o estado exige representação com conhecimento de sua dinâmica política, social e econômica. Em maio, o deputado Nicoletti anunciou sua pré-candidatura, substituindo um nome que seria escolhido para a disputa do governo estadual.
Arthur Henrique, governador eleito, classificou o quadro de pré-candidaturas como um “quebra-cabeça”. Ele descreveu Hélio Lopes como “um grande parceiro do ex-presidente Bolsonaro, praticamente um irmão” e mencionou a possibilidade de aliança com a federação União Brasil-PP. A situação em Roraima lembra o caso de Santa Catarina, onde a entrada de um membro da família Bolsonaro na corrida senatorial frustrou acordos prévios do governador Jorginho Mello.

