O prefeito do Rio de Janeiro criticou a decisão judicial que perdoou a pena de uma mãe condenada pelo homicídio culposo do próprio filho. A autoridade municipal manifestou perplexidade com o veredito, que ocorreu após o assassinato de um menino em 2023.
O prefeito utilizou redes sociais para comentar a decisão, afirmando que ela causa “certa perplexidade”. Ele mencionou que a criança, que foi alvo de agressões, foi brutalmente torturada e assassinada dentro de casa pelo padrasto, que foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão.
Em função do caso, a autoridade municipal manteve a suspensão da mulher, que foi demitida da Secretaria Municipal de Educação em 25 de março. A mãe, que recebia salário como servidora pública, perdeu o cargo após a decisão.
O julgamento do caso teve dez dias de duração no Tribunal do Júri fluminense. Enquanto o padrasto foi condenado por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação, a mãe teve a acusação de homicídio doloso desclassificada. Ela foi condenada por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho, recebendo pena de 1 ano e 4 meses de detenção, que foi cumprida em regime aberto, conforme determinou a juíza.


