O presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que auditorias independentes identificaram uma centralização na condução das operações com o Banco Master. As conclusões dos escritórios Machado Meyer e Crowe apontaram a concentração, embora o executivo tenha ressaltado que outras instâncias da instituição também participavam da aprovação dos negócios.
Souza declarou que os achados das auditorias foram enviados aos competentes. Ele explicou que, embora não possa afirmar que tudo ocorreu na presidência, houve sim uma centralização nos processos. O presidente do BRB também afirmou que as operações obrigatoriamente passam pela aprovação das diretorias, e não apenas da cúpula executiva.
Durante a audiência, o executivo disse que a gestão atual busca esclarecer os fatos do escândalo do Master e responsabilizar envolvidos. Ele declarou que o BRB foi uma das principais vítimas das irregularidades e não tem interesse em ocultar informações passadas. A recuperação da instituição enfrenta obstáculos, mas o banco aprovou ajustes no plano de capitalização, prevendo aportes de até R$ 8,8 bilhões para cobrir perdas.
Parte desses recursos virá de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões, estruturado junto ao Fundo Garantidor de Créditos, em acordo homologado pelo ministro Luiz Fux. A administração do BRB espera que o banco público volte a registrar lucro em 2027 e alcance resultado positivo de R$ 1 bilhão em 2028. As demonstrações financeiras de 2025 serão divulgadas após a conclusão da auditoria independente.


