O presidente do BRB, Nelson Antônio de Sousa, declarou em audiência pública no Senado que a instituição enfrentava isolamento no mercado financeiro ao assumir a gestão. Ele defendeu o acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como medida para mitigar os impactos do caso Banco Master.
Sousa explicou que o aporte de R$ 6,6 bilhões seria direcionado ao Governo do Distrito Federal (GDF), controlador do BRB, e não diretamente ao banco. Segundo o executivo, a operação foi estruturada com um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ao governo distrital, visando contornar a classificação CAPAG C do GDF.
O presidente do BRB enfatizou que, ao assumir, o banco não realizava operações com nenhuma instituição fora do Banco Master. Ele descreveu a estratégia subsequente como uma aproximação com grandes bancos, como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander, Itaú e BTG.
A estrutura financeira adotada foi classificada por Sousa como inédita, envolvendo garantias de grandes bancos e contragarantias baseadas em transferências constitucionais. O plano de negócios projeta que, após o início do pagamento do empréstimo em 2028, o BRB alcance mais de R$ 1 bilhão de lucro recorrente.

