O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, declarou na comissão do Senado, nesta quarta-feira (9), que a recuperação do banco após o escândalo do Banco Master tem sido “cruel”. O executivo afirmou que a instituição foi a mais afetada pelo esquema de fraudes, mas prevê retorno aos lucros a partir de 2027.
Souza explicou que a gestão atual trabalha com a polícia e não pretende ocultar fatos passados, focando em “salvar o BRB”. Segundo o presidente, o banco está se tornando mais saudável por meio de uma “engenharia financeira jamais vista”. Ele também mencionou dificuldades de interlocução do BRB com o mercado financeiro de São Paulo após sua posse em novembro de 2025.
Para sanar o déficit gerado pelas operações com o Banco Master, o BRB aprovou ajustes em seu plano de capitalização, que permite aportes parciais de até R$ 8,8 bilhões. Além disso, foi negociado um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos, arranjo homologado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux.
A expectativa da nova gestão é que o banco registre lucro em 2027 e atinja R$ 1 bilhão de resultado positivo em 2028. O balanço de 2025 do BRB será divulgado após auditoria independente. O convite para o depoimento foi feito por uma senadora e transformado em convocação pelo presidente da CAE.


