O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta terça-feira que a instituição financeira atuará para responsabilizar irregularidades no escândalo do Banco Master. A declaração ocorreu durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, onde ele também abordou a capitalização do banco.
O presidente do BRB declarou que o dever do banco é preservar a instituição, corrigir falhas e colaborar com a responsabilização de quem cometeu irregularidades. O banco estatal está envolvido na crise de fraude financeira do Master, que levou à saída do antecessor de Souza do comando e à sua prisão.
Em janeiro, o Ministério Público Federal (MPF) informou que o BRB abriu mão de receber instantaneamente R$ 6,7 bilhões referentes à compra de carteiras de crédito do Master, investigadas por suspeitas de fraudes. O contrato previa a restituição integral, mas a instituição decidiu obter os recursos parceladamente.
Sobre a saúde financeira, Souza explicou que a divulgação das demonstrações ocorrerá após auditoria independente e validação contábil. Ele mencionou que o governo do Distrito Federal e o governo federal fecharam um acordo em maio para um empréstimo de R$ 6,5 bilhões. Esse valor visa capitalizar o BRB e cobrir o rombo das transações com o Banco Master.
O empréstimo será fechado junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com garantia de bancos públicos e privados. O presidente comentou que o acordo é “um acordo inédito. É uma engenharia financeira jamais vista neste país”.

