O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou que resolver os problemas do estado é “fácil, fácil”. A declaração gerou críticas, pois o texto aponta que ela ignora as dificuldades financeiras e administrativas do governo estadual.
O desembargador Couto fez a afirmação após período no governo do Rio de Janeiro. A crítica aponta que tal visão demonstra despreocupação com os encargos públicos, tratando o governo como um mero tribunal a ser administrado. O texto argumenta que há uma diferença abissal entre gerir um judiciário e governar um estado.
O Poder Judiciário, segundo a análise, possui receitas próprias, como custas processuais, que garantem o pagamento de salários e gratificações à magistratura. Em contraste, o Poder Executivo é responsável pela arrecadação e busca de receita, mas opera sob forte limitação regulatória e em situação de penúria.
A matéria conclui que é uma leviandade dizer que governar o estado é fácil, especialmente no Rio de Janeiro. A visão simplificada, segundo o texto, pode levar a decisões judiciais que desconhecem as dificuldades de caixa e o estado precário das contas públicas.

