O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, assumirá a relatoria de três processos. As ações envolvem o filme ‘Dark Horse’ e uma pesquisa da AtlasIntel que mencionou áudios de Flávio Bolsonaro. Os casos tratam de possíveis abusos econômicos e políticos ligados ao financiamento da produção e ao direcionamento eleitoral.
A ação que contesta a pesquisa AtlasIntel, movida pelo PL, alega que o levantamento induziu entrevistados contra Flávio Bolsonaro. Segundo os advogados do partido, oito das 48 perguntas abordavam o suposto envolvimento do parlamentar com um banqueiro, configurando “claro induzimento” do eleitorado. O levantamento indicou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro caiu seis pontos percentuais desde abril, com 41,8% das intenções de voto contra 48,9% de Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.
Em outro processo, Nunes Marques analisará o pedido do deputado Rogério Correia (PT-MG) para barrar a exibição do filme ‘Dark Horse’. O parlamentar defende que a produção sobre Jair Bolsonaro pode causar um “efeito eleitoral abusivo” durante a campanha presidencial. O pedido visa proteger a igualdade de chances e a transparência do financiamento político, conforme declarou o presidente da Corte.
O terceiro processo, de responsabilidade do ministro, trata de uma solicitação do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). Este parlamentar pede investigação sobre possíveis abusos de poder econômico e político no financiamento do filme, alegando que a produção pode desequilibrar a disputa presidencial.


