Um produtor rural foi detido e teve sua fábrica clandestina de queijo fechada pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária no Acre. O indivíduo, que foi solto em audiência de custódia na quinta-feira (4), declarou que buscará os órgãos competentes para regularizar a produção, que operava sem autorização sanitária.
A fiscalização constatou que o local de produção não possuía condições mínimas de higiene, o que gerava risco à saúde dos consumidores do município. Durante a vistoria, as equipes descartaram vários litros de leite que estavam sendo utilizados no processo produtivo.
O produtor afirmou que pretende legalizar a fábrica e construir um local adequado. Ele explicou que é microempreendedor individual (MEI) e que o apoio do Idaf o incentivou a buscar a regularização. Ele declarou: “Vou correr atrás para legalizar, coloquei isso na minha casa. Vou no Idaf, quero a planta do prédio para não fazer errado, quero auxílio da vigilância e se dispusseram a ajudar. Isso me incentivou a me regularizar e ter meu ganho dentro da lei para ninguém me perseguir”.
O produtor negou vender o queijo abaixo do preço ou usar leite inadequado, alegando que o trabalho era artesanal e sem planejamento inicial. Ele disse que produzia, em média, 20 queijos por dia, com uma produção mensal superior a 500 quilos, vendendo para lanchonetes e fornecedores de espetinhos.


